{"id":160,"date":"2018-03-07T14:41:34","date_gmt":"2018-03-07T17:41:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ramosedallonder.adv.br\/\/?p=96"},"modified":"2023-09-05T10:38:52","modified_gmt":"2023-09-05T13:38:52","slug":"imposto-sobre-a-propriedade-territorial-rural-itr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/imposto-sobre-a-propriedade-territorial-rural-itr\/","title":{"rendered":"Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR)"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"160\" class=\"elementor elementor-160\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-25083e22 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"25083e22\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2cb9f6a6\" data-id=\"2cb9f6a6\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9de0b20 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9de0b20\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.15.0 - 20-08-2023 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t\n\t\t\t\t<p style=\"font-weight: 400;\">ITR \u00e9 a sigla para Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Trata-se de um imposto federal previsto no art. 153, VI, da CF\/88, nos arts. 29 a 31 do CTN e na Lei n\u00ba 9.393\/96. Veja o texto da CF\/88:<\/p>\nArt. 153. Compete \u00e0 Uni\u00e3o instituir impostos sobre:\n\nVI &#8211; propriedade territorial rural;\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Caracter\u00edsticas<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n\n<ul>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">Imposto com finalidade extrafiscal.<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">Imposto direto.<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">Sujeito a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">Deve respeitar os princ\u00edpios da legalidade, da noventena e da anterioridade.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Fato gerador<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo a reda\u00e7\u00e3o do art. 29 do CTN, o ITR tem como fato gerador:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211; a propriedade<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211; o dom\u00ednio \u00fatil ou<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211; a posse<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211; de um bem im\u00f3vel por natureza (como definido na lei civil)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211; e que esteja localizado fora da zona urbana* do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Como se define o que seja im\u00f3vel rural?<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O conceito de im\u00f3vel rural \u00e9 dado por exclus\u00e3o. O CTN, em seu art. 32, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, explica em que consiste o im\u00f3vel urbano para fins de incid\u00eancia do IPTU. Se o im\u00f3vel n\u00e3o se enquadrar em tais crit\u00e9rios, ser\u00e1 considerado rural.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">* Assim, em regra, o ITR incide apenas sobre im\u00f3veis rurais. Se o im\u00f3vel for urbano, o imposto devido \u00e9 o IPTU.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Por que se falou \u201cem regra\u201d? Existe alguma exce\u00e7\u00e3o? Existe hip\u00f3tese em que o ITR incidir\u00e1 sobre im\u00f3vel localizado em zona urbana?<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SIM. Segundo o STJ, incide o ITR (e n\u00e3o o IPTU) sobre im\u00f3veis comprovadamente utilizados para explora\u00e7\u00e3o extrativa, vegetal, agr\u00edcola, pecu\u00e1ria ou agroindustrial, ainda que localizados em \u00e1reas consideradas urbanas pela legisla\u00e7\u00e3o municipal. Nesse sentido:<\/p>\nN\u00e3o incide IPTU, mas ITR, sobre im\u00f3vel localizado na \u00e1rea urbana do Munic\u00edpio, desde que comprovadamente utilizado em explora\u00e7\u00e3o extrativa, vegetal, agr\u00edcola, pecu\u00e1ria ou agroindustrial.\n\nSTJ. 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. REsp 1112646\/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 26\/08\/2009.\n<p style=\"font-weight: 400;\">O fundamento para essa decis\u00e3o do STJ est\u00e1 no art. 15 do DL 57\/66:<\/p>\nArt. 15. O disposto no art. 32 da Lei n\u00ba 5.172, de 25 de outubro de 1966&nbsp;<i><em>(artigo do CTN que fala sobre o fato gerador do IPTU)<\/em><\/i>, n\u00e3o abrange o im\u00f3vel de que, comprovadamente, seja utilizado em explora\u00e7\u00e3o extrativa vegetal, agr\u00edcola, pecu\u00e1ria ou agroindustrial, incidindo assim, sobre o mesmo, o ITR e demais tributos com o mesmo cobrados.\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Se o im\u00f3vel rural est\u00e1 tomado pelo \u201cMovimento Sem-Terra\u201d (MST), o propriet\u00e1rio continua obrigado a pagar IPTU?<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00c3O. Se o propriet\u00e1rio n\u00e3o det\u00e9m o dom\u00ednio ou a posse do im\u00f3vel pelo fato de este ter sido invadido pelos \u201cSem-Terra\u201d, n\u00e3o h\u00e1 fato gerador do ITR (STJ. 1\u00aa Turma. AgRg no REsp 1346328\/PR, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, julgado em 15\/12\/2016).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Sujeito passivo<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O contribuinte do ITR \u00e9&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211; o propriet\u00e1rio do im\u00f3vel<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211; o titular de seu dom\u00ednio \u00fatil ou<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211; o seu possuidor a qualquer t\u00edtulo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O domic\u00edlio tribut\u00e1rio do contribuinte do ITR \u00e9 o munic\u00edpio de localiza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, vedada a elei\u00e7\u00e3o de qualquer outro (art. 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n\u00ba 9.393\/96).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Respons\u00e1vel tribut\u00e1rio<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 respons\u00e1vel tribut\u00e1rio pelo pagamento do ITR o sucessor, a qualquer t\u00edtulo, nos termos dos arts. 128 a 133 do CTN.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Obriga\u00e7\u00e3o propter rem<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O ITR, assim como o IPTU, constitui-se em obriga\u00e7\u00e3o&nbsp;<i><em>propter rem<\/em><\/i>. Isso significa que o sucessor do im\u00f3vel, a qualquer t\u00edtulo, tamb\u00e9m dever\u00e1 responder pelo pagamento do tributo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Se o im\u00f3vel tiver mais que um propriet\u00e1rio<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se o im\u00f3vel pertence a dois ou mais propriet\u00e1rios, em condom\u00ednio, \u00e9 leg\u00edtimo exigir o pagamento do ITR, em sua totalidade, de todos ou de qualquer deles, reservando-se ao que pagou a faculdade de ressarcir-se dos demais devedores, na forma do art. 283 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">STJ. 1\u00aa Turma. REsp 1232344\/PA, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 17\/11\/2011.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Existe, aqui, uma solidariedade, nos termos do art. 124, I, do CTN:<\/p>\nArt. 124. S\u00e3o solidariamente obrigadas:\n\nI &#8211; as pessoas que tenham interesse comum na situa\u00e7\u00e3o que constitua o fato gerador da obriga\u00e7\u00e3o principal;\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Base de c\u00e1lculo<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A base do c\u00e1lculo do ITR \u00e9 o&nbsp;valor fundi\u00e1rio&nbsp;que, nos termos da Lei n\u00ba 9.393\/96, consiste no valor da terra nua.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo o art. 10, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba 9.393\/96, para fins de apura\u00e7\u00e3o do ITR dever\u00e1 ser considerado o valor do im\u00f3vel, exclu\u00eddos os valores relativos a:<\/p>\n\n<ol>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">a) constru\u00e7\u00f5es, instala\u00e7\u00f5es e benfeitorias;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">b) culturas permanentes e tempor\u00e1rias;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">c) pastagens cultivadas e melhoradas;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">d) florestas plantadas;<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim, como j\u00e1 dito, a base de c\u00e1lculo \u00e9 o&nbsp;valor da terra nua&nbsp;tribut\u00e1vel, n\u00e3o importando constru\u00e7\u00f5es, planta\u00e7\u00f5es etc.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Esse valor da terra nua deve ser calculado com base no pre\u00e7o de mercado das terras, apurado em 1\u00ba de janeiro do ano de ocorr\u00eancia do fato gerador.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>\u00c1rea tribut\u00e1vel<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Quando vai ser calculado o valor do ITR, \u00e9 necess\u00e1rio considerar a \u00e1rea tribut\u00e1vel do im\u00f3vel, ou seja, a \u00e1rea total que ser\u00e1 considerada para fins de incid\u00eancia do imposto. Isso porque determinadas \u00e1reas do im\u00f3vel podem ser exclu\u00eddas do c\u00e1lculo do valor fundi\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo o art. 10, \u00a7 1\u00ba, II, da Lei n\u00ba 9.393\/96, a \u00e1rea tribut\u00e1vel \u00e9 igual \u00e0 \u00e1rea total do im\u00f3vel, exclu\u00eddas as \u00e1reas:<\/p>\n\n<ol>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">a) de preserva\u00e7\u00e3o permanente e de reserva legal, previstas no C\u00f3digo Florestal;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">b) de interesse ecol\u00f3gico para a prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do \u00f3rg\u00e3o competente, federal ou estadual, e que ampliem as restri\u00e7\u00f5es de uso previstas na letra \u201ca\u201d;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">c) comprovadamente imprest\u00e1veis para qualquer explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, pecu\u00e1ria, granjeira, aqu\u00edcola ou florestal, declaradas de interesse ecol\u00f3gico mediante ato do \u00f3rg\u00e3o competente, federal ou estadual;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">d) sob regime de servid\u00e3o florestal ou ambiental;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">d) sob regime de servid\u00e3o ambiental;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">e) cobertas por florestas nativas, prim\u00e1rias ou secund\u00e1rias em est\u00e1gio m\u00e9dio ou avan\u00e7ado de regenera\u00e7\u00e3o;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">f) alagadas para fins de constitui\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rio de usinas hidrel\u00e9tricas autorizada pelo poder p\u00fablico.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim, o art. 10, \u00a7 1\u00ba, II, da Lei n\u00ba 9.393\/96 prev\u00ea que as \u00e1reas apontadas nas letras acima listadas s\u00e3o partes do im\u00f3vel que est\u00e3o isentas do pagamento de ITR.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Para que \u00e1rea de RESERVA LEGAL seja exclu\u00edda da base de c\u00e1lculo do ITR, \u00e9 necess\u00e1rio que o propriet\u00e1rio fa\u00e7a a averba\u00e7\u00e3o disso no registro de im\u00f3veis?<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SIM. O STJ entende que somente \u00e9 poss\u00edvel assegurar a isen\u00e7\u00e3o do ITR nesses casos se a \u00e1rea da reserva legal j\u00e1 estiver averbada no registro do im\u00f3vel.<\/p>\nA isen\u00e7\u00e3o de ITR prevista no art. 10, \u00a7 1\u00ba, II, \u201ca\u201d, da Lei n\u00ba 9.393\/96 depende de pr\u00e9via averba\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de reserva legal no registro do im\u00f3vel.\n\nSTJ. 1\u00aa Turma. AgRg no REsp 1.243.685-PR, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, julgado em 5\/12\/2013 (Info 533).\n<p style=\"font-weight: 400;\">Veja o texto legal:<\/p>\nArt. 10. (&#8230;)\n<ul>\n \t<li>1\u00ba Para os efeitos de apura\u00e7\u00e3o do ITR, considerar-se-\u00e1:<\/li>\n<\/ul>\n(&#8230;)\n\nII \u2014 \u00e1rea tribut\u00e1vel, a \u00e1rea total do im\u00f3vel, menos as \u00e1reas:\n<ol start=\"4\">\n \t<li>a) de preserva\u00e7\u00e3o permanente e de reserva legal, previstas na Lei n\u00ba 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.803, de 18 de julho de 1989;<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Para que \u00e1rea de PRESERVA\u00c7\u00c3O PERMANENTE seja exclu\u00edda da base de c\u00e1lculo do ITR \u00e9 necess\u00e1rio que o propriet\u00e1rio fa\u00e7a a averba\u00e7\u00e3o disso no registro de im\u00f3veis?<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00c3O. As \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente s\u00e3o institu\u00eddas por lei, sendo, por isso, desnecess\u00e1rio que se fa\u00e7a averba\u00e7\u00e3o no registro de im\u00f3veis.<\/p>\n(&#8230;) 1. Quando do julgamento do EREsp 1027051\/SC (Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe 21.10.2013), restou pacificado que, &#8220;diferentemente do que ocorre com as \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, as quais s\u00e3o institu\u00eddas por disposi\u00e7\u00e3o legal, a caracteriza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de reserva legal exige seu pr\u00e9vio registro junto ao Poder P\u00fablico&#8221;.\n<ol start=\"2\">\n \t<li>Dessa forma, quanto \u00e0 \u00e1rea de reserva legal, \u00e9 imprescind\u00edvel que haja averba\u00e7\u00e3o junto \u00e0 matr\u00edcula do im\u00f3vel, para haver isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Quanto \u00e0s \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, no entanto, como s\u00e3o institu\u00eddas por disposi\u00e7\u00e3o legal, n\u00e3o h\u00e1 nenhum condicionamento para que ocorra a isen\u00e7\u00e3o do ITR. (&#8230;)<\/li>\n<\/ol>\nSTJ. 2\u00aa Turma. AgRg nos EDcl no REsp 1342161\/SC, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 04\/02\/2014.\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o confunda:<\/p>\n\n<ul>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">\u00e1rea de reserva legal: \u00e9 necess\u00e1ria a averba\u00e7\u00e3o no registro de im\u00f3veis ou inscri\u00e7\u00e3o no CAR para que haja isen\u00e7\u00e3o do ITR;<\/li>\n \t<li style=\"font-weight: 400;\">\u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente: n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a averba\u00e7\u00e3o no registro de im\u00f3veis ou inscri\u00e7\u00e3o no CAR para que haja isen\u00e7\u00e3o do ITR.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Al\u00edquotas<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A menor al\u00edquota do ITR \u00e9 de 0,03% e a maior \u00e9 de 20%.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As al\u00edquotas do ITR devem ser progressivas, com o objetivo de desestimular a manuten\u00e7\u00e3o de propriedades improdutivas, nos termos do art. 153, \u00a7 4\u00ba, da CF\/88:<\/p>\nArt. 153. Compete \u00e0 Uni\u00e3o instituir impostos sobre:\n\nVI &#8211; propriedade territorial rural;\n\n(&#8230;)\n<ul>\n \t<li>4\u00ba O imposto previsto no inciso VI do caput:<\/li>\n<\/ul>\nI &#8211; ser\u00e1 progressivo e ter\u00e1 suas al\u00edquotas fixadas de forma a desestimular a manuten\u00e7\u00e3o de propriedades improdutivas; (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 42\/2003)\n<p style=\"font-weight: 400;\">Progressividade \u00e9 uma t\u00e9cnica de tributa\u00e7\u00e3o que tem como objetivo fazer com que os tributos atendam \u00e0 capacidade contributiva.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na pr\u00e1tica, a progressividade funciona da seguinte forma: a lei prev\u00ea al\u00edquotas variadas para o imposto e o aumento dessas al\u00edquotas ocorre na medida em que se aumenta a base de c\u00e1lculo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim, na progressividade, quanto maior a base de c\u00e1lculo, maior ser\u00e1 a al\u00edquota.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O exemplo comum citado pela doutrina \u00e9 o do imposto de renda, que \u00e9 progressivo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No IR, quanto maior for a renda (BC), maior ser\u00e1 o percentual (al\u00edquota) do imposto. Quanto mais a pessoa ganha, maior ser\u00e1 a al\u00edquota que ir\u00e1 incidir sobre seus rendimentos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Progressividade do ITR<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A Lei n\u00ba 9.393\/96 estabeleceu que a progressividade do ITR deveria levar em considera\u00e7\u00e3o dois crit\u00e9rios, a serem apreciados conjuntamente:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">1) o grau de utiliza\u00e7\u00e3o da terra (quanto mais improdutiva, maiores as al\u00edquotas); e<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">2) a \u00e1rea da propriedade rural (quanto maior a \u00e1rea, maiores as al\u00edquotas).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ocorre que o art. 153, \u00a7 4\u00ba, I, da CF\/88 previu apenas o crit\u00e9rio da produtividade, n\u00e3o falando nada sobre a possibilidade de o ITR ser progressivo tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o da \u00e1rea do im\u00f3vel.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Diante disso, surgiu uma corrente defendendo que a Lei n\u00ba 9.393\/96, ao estabelecer a progressividade em raz\u00e3o da \u00e1rea do im\u00f3vel, seria inconstitucional por violar o art. 153, \u00a7 4\u00ba, I, da CF\/88.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Essa tese foi acolhida pelo STF? A Lei n\u00ba 9.393\/96 violou a CF\/88 ao prever al\u00edquotas progressivas em fun\u00e7\u00e3o do grau de utiliza\u00e7\u00e3o da propriedade e tamb\u00e9m em raz\u00e3o da \u00e1rea do im\u00f3vel?<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00c3O. O STF n\u00e3o concordou com a tese e decidiu que:<\/p>\n<b><strong>\u00c9 constitucional a progressividade das al\u00edquotas do ITR previstas na Lei n\u00ba 9.393\/96 e que leva em considera\u00e7\u00e3o, de maneira conjugada, o grau de utiliza\u00e7\u00e3o (GU) e a \u00e1rea do im\u00f3vel.<\/strong><\/b>\n\n<b><strong>Essa progressividade \u00e9 compat\u00edvel com o art. 153, \u00a7 4\u00ba, I, da CF\/88, seja na sua reda\u00e7\u00e3o atual, seja na reda\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria, ou seja, antes da EC 42\/2003.<\/strong><\/b>\n\n<b><strong>Mesmo no per\u00edodo anterior \u00e0 EC 42\/2003, era poss\u00edvel a institui\u00e7\u00e3o da progressividade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s al\u00edquotas do ITR.<\/strong><\/b>\n\nSTF. 1\u00aa Turma. RE 1038357 AgR\/ SP, Rel. Min Dias T\u00f3ffoli, julgado em 6\/2\/2018 (Info 890).\n<p style=\"font-weight: 400;\">A Lei n\u00ba 9.393\/96 estabeleceu que a progressividade das al\u00edquotas do ITR deveria levar em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 o grau de utiliza\u00e7\u00e3o da terra (GU), como tamb\u00e9m a \u00e1rea do im\u00f3vel, tendo em vista que tais crit\u00e9rios n\u00e3o s\u00e3o isolados, mas sim conjugados. Assim, quanto maior for o territ\u00f3rio rural e menor o seu aproveitamento, maior ser\u00e1 a al\u00edquota de ITR. Essa sistem\u00e1tica potencializa a fun\u00e7\u00e3o extrafiscal do ITR e desestimula a manuten\u00e7\u00e3o de propriedade improdutiva.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Progressividade do ITR era permitida mesmo antes da EC 42\/2003<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Vale ressaltar que a reda\u00e7\u00e3o do art. 153, \u00a7 4\u00ba, I, da CF\/88 foi dada pela EC 42\/2003. Compare:<\/p>\n\n<table style=\"font-weight: 400;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"469\">Reda\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria<\/td>\n<td width=\"469\">Reda\u00e7\u00e3o dada pela EC 42\/2003<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"469\">Art. 153 (&#8230;)\n\n\u00a7 4\u00ba O imposto previsto no inciso VI ter\u00e1 suas al\u00edquotas fixadas de forma a desestimular a manuten\u00e7\u00e3o de propriedades improdutivas e n\u00e3o incidir\u00e1 sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore, s\u00f3 ou com sua fam\u00edlia, o propriet\u00e1rio que n\u00e3o possua outro im\u00f3vel.<\/td>\n<td width=\"469\">Art. 153 (&#8230;)\n\n\u00a7 4\u00ba O imposto previsto no inciso VI do caput:\n\nI &#8211; ser\u00e1 progressivo e ter\u00e1 suas al\u00edquotas fixadas de forma a desestimular a manuten\u00e7\u00e3o de propriedades improdutivas; (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 42\/2003)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O STF registrou que, mesmo antes da EC 42\/2003, j\u00e1 era poss\u00edvel que a Lei institu\u00edsse al\u00edquotas progressivas do ITR, raz\u00e3o pela qual a Lei n\u00ba 9.393\/96 nasceu compat\u00edvel com o texto constitucional. Nesse sentido:<\/p>\n(&#8230;) I \u2013 Nos termos do art. 145, \u00a7 1\u00ba, da CF, todos os impostos, independentemente de seu car\u00e1ter real ou pessoal, devem guardar rela\u00e7\u00e3o com a capacidade contributiva do sujeito passivo e, tratando-se de impostos diretos, ser\u00e1 leg\u00edtima a ado\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas progressivas.\n\nII \u2013 Constitucionalidade da previs\u00e3o de sistema progressivo de al\u00edquotas para o imposto sobre a propriedade territorial rural mesmo antes da EC 42\/2003. (&#8230;)\n\nSTF. 2\u00aa Turma. RE 720945 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 09\/09\/2014.\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Mas o ITR \u00e9 um imposto real&#8230; mesmo assim ele pode ser progressivo? Mesmo n\u00e3o sendo um imposto pessoal, o ITR pode ser progressivo?<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SIM. Para o STF, \u00e9 irrelevante se um imposto \u00e9 real ou pessoal para fins de verificar se ele pode ou n\u00e3o se sujeitar \u00e0 t\u00e9cnica da progressividade. O \u00a7 1\u00ba do art. 145 da CF\/88 n\u00e3o pro\u00edbe que os impostos reais sejam progressivos. Nesse sentido: STF. Plen\u00e1rio. RE 562045\/RS, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p\/ o ac\u00f3rd\u00e3o Min. C\u00e1rmen L\u00facia, julgado em 6\/2\/2013 (Info 694).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Imunidade das pequenas glebas rurais<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O art. 153, \u00a7 4\u00ba, II, da CF\/88 prev\u00ea uma imunidade tribut\u00e1ria espec\u00edfica relacionada com o ITR:<\/p>\nArt. 153 (&#8230;)\n<ul>\n \t<li>4\u00ba O imposto previsto no inciso VI do caput:<\/li>\n<\/ul>\nII &#8211; n\u00e3o incidir\u00e1 sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o propriet\u00e1rio que n\u00e3o possua outro im\u00f3vel;\n<p style=\"font-weight: 400;\">Alguns autores afirmam que a lei a que se refere o art. 153, \u00a7 4\u00ba, II, deveria ser uma lei complementar j\u00e1 que se trata de limita\u00e7\u00e3o ao poder de tributar (art. 146, II, da CF\/88).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Apesar disso, esse dispositivo foi regulamentado pela Lei n\u00ba 9.393\/96, cujo art. 2\u00ba previu:<\/p>\nArt. 2\u00ba Nos termos do art. 153, \u00a7 4\u00ba, in fine, da Constitui\u00e7\u00e3o, o imposto n\u00e3o incide sobre pequenas glebas rurais, quando as explore, s\u00f3 ou com sua fam\u00edlia, o propriet\u00e1rio que n\u00e3o possua outro im\u00f3vel.\n\nPar\u00e1grafo \u00fanico. Para os efeitos deste artigo, pequenas glebas rurais s\u00e3o os im\u00f3veis com \u00e1rea igual ou inferior a :\n\nI &#8211; 100 ha, se localizado em munic\u00edpio compreendido na Amaz\u00f4nia Ocidental ou no Pantanal mato-grossense e sul-mato-grossense;\n\nII &#8211; 50 ha, se localizado em munic\u00edpio compreendido no Pol\u00edgono das Secas ou na Amaz\u00f4nia Oriental;\n\nIII &#8211; 30 ha, se localizado em qualquer outro munic\u00edpio.\n<p style=\"font-weight: 400;\">No art. 3\u00ba, a Lei n\u00ba 9.393\/96 criou hip\u00f3teses de isen\u00e7\u00e3o do ITR:<\/p>\nArt. 3\u00ba S\u00e3o isentos do imposto:\n\nI &#8211; o im\u00f3vel rural compreendido em programa oficial de reforma agr\u00e1ria, caracterizado pelas autoridades competentes como assentamento, que, cumulativamente, atenda aos seguintes requisitos:\n<ol>\n \t<li>a) seja explorado por associa\u00e7\u00e3o ou cooperativa de produ\u00e7\u00e3o;<\/li>\n \t<li>b) a fra\u00e7\u00e3o ideal por fam\u00edlia assentada n\u00e3o ultrapasse os limites estabelecidos no artigo anterior;<\/li>\n \t<li>c) o assentado n\u00e3o possua outro im\u00f3vel.<\/li>\n<\/ol>\nII &#8211; o conjunto de im\u00f3veis rurais de um mesmo propriet\u00e1rio, cuja \u00e1rea total observe os limites fixados no par\u00e1grafo \u00fanico do artigo anterior, desde que, cumulativamente, o propriet\u00e1rio:\n<ol>\n \t<li>a) o explore s\u00f3 ou com sua fam\u00edlia, admitida ajuda eventual de terceiros;<\/li>\n \t<li>b) n\u00e3o possua im\u00f3vel urbano.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Delega\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a do ITR para os Munic\u00edpios<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 vimos que o ITR \u00e9 um imposto federal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A CF\/88 previu, contudo, uma interessante possibilidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo o art. 153, \u00a7 4\u00ba, III, da CF\/88, se o Munic\u00edpio quiser, poder\u00e1 combinar com a Uni\u00e3o que ele (Munic\u00edpio) ficar\u00e1 respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a do ITR sobre os im\u00f3veis localizados em seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim, por exemplo, o Munic\u00edpio de Mau\u00e9s (AM) poder\u00e1 optar por fiscalizar e cobrar o ITR dos im\u00f3veis rurais localizados em sua circunscri\u00e7\u00e3o territorial. Veja:<\/p>\nArt. 153 (&#8230;)\n<ul>\n \t<li>4\u00ba O imposto previsto no inciso VI do caput:<\/li>\n<\/ul>\nIII &#8211; ser\u00e1 fiscalizado e cobrado pelos Munic\u00edpios que assim optarem, na forma da lei, desde que n\u00e3o implique redu\u00e7\u00e3o do imposto ou qualquer outra forma de ren\u00fancia fiscal.\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><i><em>Qual \u00e9 a vantagem para o Munic\u00edpio de assumir esse encargo?<\/em><\/i><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Caso o Munic\u00edpio fa\u00e7a a op\u00e7\u00e3o de fiscalizar e cobrar o ITR, ele receber\u00e1 toda a arrecada\u00e7\u00e3o desse imposto relativamente aos im\u00f3veis rurais situados em seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se ele n\u00e3o fizer essa op\u00e7\u00e3o, a fiscaliza\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a ficar\u00e3o a cargo da Uni\u00e3o e o Munic\u00edpio receber\u00e1 50% do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do ITR relativa aos im\u00f3veis rurais situados em seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o que prev\u00ea o art. 158, II, da CF\/88:<\/p>\n&nbsp;\n\nArt. 158. Pertencem aos Munic\u00edpios:\n\n(&#8230;)\n\nII &#8211; cinquenta por cento do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto da Uni\u00e3o sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos im\u00f3veis neles situados, cabendo a totalidade na hip\u00f3tese da op\u00e7\u00e3o a que se refere o art. 153, \u00a7 4\u00ba, III;\n\n<em><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Fonte: http:\/\/www.dizerodireito.com.br\/2018\/02\/imposto-sobre-propriedade-territorial.html<\/span><\/strong><\/em>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ITR \u00e9 a sigla para Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Trata-se de um imposto federal previsto no art. 153, VI, da CF\/88, nos arts. 29 a 31 do CTN e na Lei n\u00ba 9.393\/96. Veja o texto da CF\/88: Art. 153. Compete \u00e0 Uni\u00e3o instituir impostos sobre: VI &#8211; propriedade territorial rural; Caracter\u00edsticas Imposto&#8230;  <a class=\"excerpt-read-more\" href=\"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/imposto-sobre-a-propriedade-territorial-rural-itr\/\" title=\"Read Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR)\">Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-160","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ondawebhost5.com.br\/ramosedallonder\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}